domingo, 22 de outubro de 2017

O SOM DA VIDA




Silva o sussurro surdo da surdina
Silva a sutileza da sineta dançarina
Silva o sabonete no olho da menina
Silva o pigarro do cigarro do escarro da resina

Silva o sarrafo do sarro da diva
Silva o sibilo sibilante da sibila
Tendo a sacarose sentido a sacarina
Silva na semente da salada a salsugem e o sarrabulho da saburra da saliva

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Silvam os céus ao som do raio e do trovão
Num som ululante silvam em explosão
E quando o sentido pressente sua via
Silva simplesmente sussurrante no silêncio do semblante sabiamente suspirante que se ouvia

Vendo que o “esse” se escreve em dois sons
Ou num espaço de três, quatro tons
Rimo e desrimo sem vinda, sem ida

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Sem esse som sou batatas sem o sal
Insano ser numa selva saturnal
Lasciva alma em insciência insaniante
Vociferando meu silêncio dissonante
Insaciado em só ser o que não (se) via
Ainda espero suscitar-me nessa vida.

                                                                                                
                                                          Everton Marinho Pinto, 2008.

domingo, 15 de outubro de 2017

PENSAMENTO INTRODUTÓRIO

Se serei lembrado no futuro por algumas de minhas características, gostaria que uma dessas fosse a 'pluralidade' que se multiplica a medida que vou vivendo e aprendendo. Este blog é um espaço reservado para minhas criações literárias mais de vanguarda, diferentes das outras vertentes que me introduziram neste mundo de signos onde tudo está ao alcance das mãos. 
Quanto ao título, se é um tanto presunçoso, soberbo talvez para os leitores não familiarizados, só o tempo dirá, pois não tenho a pretensão de ser nada além do que de fato eu sou.
             
                                       
                                                                                                        Olinda, 15 de Outubro de 2017.