Silva o sussurro surdo da surdina
Silva a sutileza da sineta dançarina
Silva o sabonete no olho da menina
Silva o pigarro do cigarro do escarro da resina
Silva o sarrafo do sarro da diva
Silva o sibilo sibilante da sibila
Tendo a sacarose sentido a sacarina
Silva na semente da salada a salsugem e o sarrabulho da
saburra da saliva
//
Silvam os céus ao som do raio e do trovão
Num som ululante silvam em explosão
E quando o sentido pressente sua via
Silva simplesmente sussurrante no silêncio do semblante
sabiamente suspirante que se ouvia
Vendo que o “esse” se escreve em dois sons
Ou num espaço de três, quatro tons
Rimo e desrimo sem vinda, sem ida
//
Sem esse som sou batatas sem o sal
Insano ser numa selva saturnal
Lasciva alma em insciência insaniante
Vociferando meu silêncio dissonante
Lasciva alma em insciência insaniante
Vociferando meu silêncio dissonante
Insaciado em só ser o que não (se) via
Ainda espero suscitar-me nessa vida.
Everton Marinho Pinto, 2008.
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